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Igreja Católica Amazônica Dispensa Redenção - Os Únicos Pecados são a Catequização e a Civilização

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 |

Continuação do post anterior: Sínodo na Amazônia: rumo a uma Igreja ecológica que enxota Jesus Cristo e desagrega o Brasil?


Como comentamos em anterior post, a jornalista holandesa Jeanne Smits, embora muito conhecedora dos mais obscuros meandros do progressismo e do ambientalismo radical, ficou pasma vendo as propostas avançadas no Documento Preparatório do Sínodo dos Bispos para a Assembleia Especial para a Pan-Amazônia [outubro de 2019].

Esse Sínodo visaria a “conversão pastoral e ecológica” para uma nova interpretação da religião católica que acaba dando no contrário do Antigo e do Novo Testamento. 

Prosseguindo na análise das observações da jornalista, verificamos que Jeanne sublinha a total ausência da noção da Salvação, básica no cristianismo, até em suas versões mais deturpadas. 


Não há pecado, exceto as desigualdades entre os homens, o capitalismo, a propriedade privada, o agronegócio, a alteridade dos seres, a família monogâmica, o sacerdócio hierárquico, a lei moral objetiva, etc., etc.

Na utopia da 'igreja pan-amazônica' esses ‘pecados’ seriam banidos.

Pajé em transe místico (esquerda), jornalista recebe unção do pagé (direita). 
Modelo da 'conversão ecológica' ensinada pela 'igreja panamazônica'


O raciocínio é simplista: se na vida ecológica-tribal não há pecado, não há necessidade de Redenção nem de Salvação.

Se não precisa de Salvação, para que serve o Sacrifício do Calvário do Divino Redentor?

A verdadeira salvação – descobre a jornalista holandesa no Documento do Vaticano – consistiria na “conscientização da realidade segundo as percepções pagãs pré-cristãs, fortemente impregnadas de práticas espíritas e, portanto, diabólicas, típicas dos pajés, mestres, wayanga ou xamãs que pretendem comandar a natureza invocando forças sobrenaturais”.

Exemplo de evangelização tradicional repudiada
pelo projeto de Sínodo pan-amazônico:
missionários capuchinhos na Amazônia, Roraima


Jeanne conta que seu pai ouviu de um missionário holandês em terras remotas o relato da incessante hostilização por parte de um bruxo local – equivalente ao “pajé, curandeiro, mestre, wayanga ou xamã” louvado pelo Documento Preparatório.

Aquele bruxo exibia poderes surpreendentes: trocava de local de maneira incompreensível; o missionário se afastava, navegando pelo rio, e o reencontrava no local de chegada.

E sempre o bruxo insultando-o copiosamente no dialeto da região de Brabante, Países Baixos, onde o sacerdote nasceu!

O religioso não tinha dúvida alguma: os poderes do bruxo estavam ligados ao demônio. O anjo das trevas percebia o que perderia caso os indígenas se convertessem.

Eis para onde parece rumar a 'nova evangelização' sonhada pela Igreja pan-amazônica!

Mas as preocupações dos articuladores do Sínodo de 2019 se voltam com obsessivo realejo contra a ordem civilizada, próspera e dinâmica. Esta é descrita de modo tendencioso, como se só possuísse defeitos, sem mencionar que os mesmos são corrigíveis:


Pajés e bruxos diversos são membros naturais
da casta sacerdotal da 'igreja panamazônica'.

“Na selva amazônica (...) desencadeou-se uma profunda crise, devido a uma prolongada intervenção humana na qual predomina a ‘cultura do descarte’ (Laudato Si’, 16) e a mentalidade extrativista. 

“A Amazônia, uma região com rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, um espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja.” (nº2, id. ibid)

Dessa diatribe Jeanne extrai a consequência lógica não só para a região, mas para o mundo inteiro:

“Vai ser necessário mudar o mundo inteiro, e até a Igreja de Cristo; e em grande escala, porque o texto não esconde que a Amazônia é um modelo exemplar, e que aquilo que é bom para ela vai ser bom para o planeta”, escreve.

Em poucas palavras, todos nós deveremos ser empurrados para uma vida tribal ecologista-tribalista marcada pela infelicidade, a dor e a carência. E nossa vida civilizada deverá ser extinta.

A jornalista escolhe um exemplo do Documento Preparatório entre muitos outros, repetitivos por sinal:

“Como podemos colaborar na construção de um mundo capaz de romper com as estruturas que sacrificam a vida e com as mentalidades de colonização para construir redes de solidariedade e interculturalidade?” (nº 4, id. ibid).

Sim, trata-se de “romper com as estruturas” hodiernas, com nossa vida quotidiana, com nosso bem-estar, com nosso progresso, com nossa cultura, para afundar na utopia de uma selva virgem e benfeitora, na verdade inóspita e cheia de males latentes e reais.

A mencionada “interculturalidade” só exclui uma cultura: a brasileira e cristã, e só admite – explica a autora – a “admiração sem limites da visão da natureza segundo os índios da Amazônia”.

Foto: freiras salesianas com crianças Bororo, Mato Grosso. Museu do Índio, Funai.
As missões tradicionais, além da catequizar, 
alfabetizavam crianças e adultos, os fixavam em suas terras 
abandonando a degradante vagabundagem sem rumo.
Formavam também nos valores pátrios, ensinavam ofícios manuais, 
a pecuária e a agricultura que ignoravam totalmente.
Introduziam cuidados corporais básicos, o uso de vestimentas dignificantes 
e a higiene com melhora da saúde e nível de vida. Civilizavam...
Tudo isso agora é rejeitado com horror pela ‘igreja pan-amazônica’.


O documento não fornece nenhuma explicação do que é que é essa “visão da natureza segundo os índios da Amazônia”, embora diz que são muitas etnias e 'culturas'.

A omissão e as alusões idílicas insinuadas da vida indígena -- em verdade de um sofrimento sem limites -- não provém dos índios, mas de utopistas radicais no estilo de Jean-Jacques Rousseau que conduzem o mundo a um desastre maior que o precipitado pelo utopista suíço.

Se essa meta for atingida, o Brasil e as nações limítrofes desaparecerão do concerto das nações civilizadas. E o que será então de cada um de nós, civilizados e cristãos?

Leia mais:



Sínodo da Amazônia: Rumo a uma Igreja Ecológica que Enxota Jesus Cristo e Desagrega o Brasil?












Fontes:
- Verde: A Nova Cor do Comunismo: Igreja Católica Amazônica Dispensa Redenção. Os Únicos Pecados são a Catequização e a Civilização
- Blog Anti Nova Ordem Mundial: Sínodo da Amazônia: Rumo a uma Igreja Ecológica que Enxota Jesus Cristo e Desagrega o Brasil?
Documento Preparatório: AMAZÔNIA: NOVOS CAMINHOS PARA A IGREJA E PARA UMA ECOLOGIA INTEGRAL (PDF)

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