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Liberação de Moscas Transgênicas Cancelada no Brasil e Espanha Após Pesquisadores Questionarem Consequências

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 |

Oxitec, uma empresa de biotecnologia do Reino Unido, decidiu não levar a cabo seus planos de lançar moscas de oliveiras e frutas transgênicos (OGM) na Espanha e no Brasil, após os reguladores do governo dos dois países terem levantado preocupações com a saúde humana e ambiental.

A decisão da empresa veio depois que os reguladores espanhóis e catalães solicitaram mais informações sobre o impacto que teria a liberação de insetos transgênicos.

"A decisão de hoje mostra que os reguladores estão a começar a fazer perguntas importantes sobre os impactos aos seres humanos e ao meio ambiente da liberação de insetos transgênicos", disse o Dr. Helen Wallace, diretor de GeneWatch UK, "a Oxitec retirou seu pedido, porque ela não tem as respostas para estas questões."


Naturalmente, os cidadãos brasileiros e espanhóis estão preocupados com uma empresa internacional liberando insetos transgênicos não testados, que não podem ser contidos ou controlados, em seu ambiente. As moscas transgênicas iriam se acasalar com as moscas silvestres na área, e um grande número de vermes transgênicos acabariam mortos em azeitonas e frutas, aumentando os riscos a saúde dos consumidores e ​​arruinando as plantações dos produtores.

A Oxitec está atualmente testando seus mosquitos transgênicos no Brasil, mas as autoridades dizem que precisam de provas de que esses Organismos geneticamente modificados (OGM) reduzem o risco de incidência de dengue antes de aprovar o pedido da empresa de biotecnologia para uso comercial. Veja a outra matéria sobre os mosquitos transgênicos abaixo.

Veja também:

Mosquitos Geneticamente Modificados Liberados aos Milhões, inclusive no Brasil

http://3.bp.blogspot.com/-Oiw3NZ4lRmg/UKAOpmjvzsI/AAAAAAAAAKA/cFVWIQ3W8wc/s1600/mosquitos_transgenicos.jpg 

Pesquisadores questionam mosquitos transgênicos no combate à dengue

 Desde julho, moradores do município baiano de Jacobina participam indiretamente de um estudo que pretende conquistar um aliado na luta contra a dengue. Na cidade de 45 mil habitantes, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG Moscamed, tentam comprovar que a liberação de mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados no meio ambiente reduz drasticamente o tamanho da população de transmissores da doença – diminuindo assim o número de infectados, que neste ano já chega a 1,5 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Saúde.

Desenvolvido pela empresa britânica Oxitec, que detém a patente, o método consiste em inserir um gene letal no mosquito macho, que o repassa à fêmea selvagem durante a cópula. Ela, por sua vez, gera filhotes destinados a morrer prematuramente. Em Jacobina, levantamentos mostram que a população de transmissores da dengue em seis meses de experimento já é 50% menor, de acordo com pesquisadora da USP Margareth Capurro, coordenadora do Projeto Aedes Transgênico (PAT).

O método já havia sido testado em menor escala em algumas vilas de Juazeiro, também na Bahia, com sucesso, resultando numa diminuição de até 90% da população do mosquito da dengue.

"Ratos de laboratório"

Apesar da euforia, o estudo gerou a desconfiança de cientistas ligados à transgenia. "A população de Jacobina está sendo feita de cobaia, são ratinhos de laboratório da Oxitec", critica José Maria Gusmão Ferraz, professor da Universidade Federal de São Carlos e membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Integrante do Grupo de Estudos em Agrobiodiversidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ferraz esteve em Jacobina para fazer um relatório sobre o PAT. Ele diz que a população local não foi devidamente informada sobre o tipo de pesquisa e afirma não haver um código de ética com detalhes sobre os procedimentos em campo, onde 4 milhões de mosquitos transgênicos são liberados no ecossistema toda semana.

"Eu perguntei às pessoas o que era o tal 'mosquito do bem' e vi que ninguém sabe o que está acontecendo de verdade", conta o biólogo em entrevista à DW Brasil, referindo-se à campanha de marketing iniciada pela Moscamed.
Gabriel Fernandes, assessor técnico da ONG Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), afirma que toda pesquisa que envolve diretamente seres humanos e meio ambiente precisa passar por protocolos. Ele lamenta que "muito foi investido em propaganda, mas pouco para informar a população sobre o que é realmente um transgênico".

Gene terminator

Um dos criadores da campanha "Brasil ecologicamente livre de transgênicos e agrotóxicos", Fernandes ainda acusa os responsáveis pelo PAT de não monitorarem a parcela de fêmeas geneticamente modificadas que acabam sendo produzidas na fábrica de mosquitos da Moscamed no Nordeste. Ferraz questiona ainda que, sem um devido estudo, não se pode assegurar que essas fêmeas – que segundo ele chegam a 3% da produção – não ajudarão a formar uma segunda população, que poderá crescer mais rápido do que a silvestre e se tornar eventualmente "mais agressiva" na transmissão da dengue.

Outra possível falha, afirma o membro da CTNBio, seria o não monitoramento de um possível aumento do número de mosquitos Aedes albopictus, diante da supressão do aegypti. O albopictus é vetor para várias doenças tropicais como malária e febre amarela.
A tecnologia do mosquito transgênico já foi testada em alguns países como Malásia e nas Ilhas Caymann. Em uma grande comunidade, porém, a pesquisa brasileira é pioneira. "Há ainda o temor de que a ideia por trás seja dar os primeiros passos para a aprovação no Brasil do gene terminator, ou exterminador, também nas plantas. Esse é aquele gene que faz com o grão passe a ser apenas um grão, e não mais uma semente", afirma Ferraz.


 Lucros milionários

Apesar das críticas, os testes com o mosquito geneticamente modificado continuam e o governo não descarta que, caso se confirme a eficiência do método na redução de casos de dengue, ele poderia ser adotado em larga escala no país. Segundo o Ministério da Saúde, uma reunião com especialistas está marcada para março do próximo ano para avaliar resultados tanto em Juazeiro quanto em Jacobina.

"A implantação de qualquer nova tecnologia de combate à dengue deve obedecer critérios de custo, efetividade e segurança", afirma o ministério, questionado pela DW Brasil. O órgão ressalta ainda que, para que seja incorporada ao SUS e reproduzida comerciamente por empresas privadas, a tecnologia precisa ter a aprovação de diversas entidades, como a CTNBio, a Anvisa e o Ibama.

Margareth Capurro rejeita as críticas de que a pesquisa, financiada em maior parte com recursos da Secretaria de Saúde da Bahia, tenha um caráter estritamente comercial. Ela lembra que remédios e vacinas, por exemplo, têm um efeito positivo importante na saúde pública e também geram lucros milionários às indústrias. "Além disso, o Brasil não será obrigado a comprar essa tecnologia", afirma.

Um dos pontos que ainda precisam ser verificados com segurança é o impacto epidemiológico – ou seja, a redução no número de infectados pela dengue – alcançado com o método dos mosquitos transgênicos. A diminuição da população de Aedes aegypt não necessariamente é diretamente proporcional ao volume de casos da doença, como explica a pesquisadora Vanessa Morato, da Secretaria de Saúde da Bahia: "Um índice de 1% de infestação predial já é suficiente para permitir a circulação viral e o aparecimento de casos".

Fontes:
- Natural News: Oxitec withdraws application to release GM flies in Brazil and Spain
- GM Watch:Oxitec backs down from GM flies release after government health questions
- 168ª Reunião Ordinária da CTNBio-DEZEMBRO/2013 
- DW:Pesquisadores questionam mosquitos transgênicos no combate à dengue

4 comentários:

Anônimo disse...

Eis uma aula da Dra. Margareth Capurro sobre mosquito transgênico

Aula Dra. Margareth (Parte 1)
http://www.youtube.com/watch?v=Ar-90MTe4fA

Logo no inicio da aula, aos 6 minutos, ela menciona que existem os bons trangênicos: vacina, insulina e mosquitos...

Segundo a apresentação desta aula, a Dra. Margareth está realizando apenas a fase de execução do projeto, ou seja, apenas a liberação e acompanhamento da população dos mosquitos, confiando que os mosquitos transgênicos recebidos são exatamente o que a Oxitec diz que são.

Portanto, a Dra. Margareth parece ignorar as denúncias contra a Oxitec (por ex. http://www.testbiotech.de/sites/default/files/Briefing%20genetically%20engineered%20Insects.pdf), portando-se como uma idiota útil a serviço da indústria dos trangênicos e de interesses que ela provavelmente ignora.

Se a população brasileira não despertar, delegando as decisões sobre Bio-segurança a especialistas deslumbrados com a tecnologia da Monsanto, como a Sra. Margareth Capurro, nós estaremos perdidos.

O grande filantropo (ou seria pilantropo e eugenista) Bill Gates desenvolve projetos para redução populacional usando vacinas e também mosquitos. Os videos sobre seus projetos de redução populacional e seu projeto com mosquitos estão disponíveeis na net. Alguém avise a Sra Margareth Capurro para quela deixe de ser um agente da Monsanto e Bill Gates.

Anônimo disse...

Aumento de casos de dengue no Brasil!!!!

Recentemente, a mídia brasileira reporta aumento dos casos de dengue, conforme relatos abaixo. Outras fontes revelam o uso de dengue como arma biológica, conforme relatos abaixo. Será que estão realizando algum experimento no Brasil? Se dependermos de "pesquisadores" como a Sra. Margareth Capurro, estamos fritos, pois ela e a maioria dos pesquisadores estão deslumbrados com a tecnologia dos gringos e aceita o que dizem como verdade absoluta.


10/12/2013 09h32 - Atualizado em 10/12/2013 11h00
DF tem aumento de 733% nos casos de dengue em 2013, diz Saúde
Até 3 de dezembro foram 11.618 casos confirmados, contra 1.394 em 2012.
Saúde iniciou treinamento de 46 militares para o combate à doença.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/12/df-tem-aumento-de-833-nos-casos-de-dengue-em-2013-diz-saude.html

30/10/2013 23:00
Casos de dengue tem aumento de 400%
Maioria das contaminações é dentro de Jundiaí e desperta autoridades para nova temporada do mosquito Danilo Sanches
danilos@bomdiajundiai.com.br

http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/59570/Casos+de+dengue+tem+aumento+de+400%25

Segundo dados do Ministério da Saúde, somente no ano de 2013 houve 573 mortes por dengue no país, sendo a maioria na região Sudeste. Isso representa o aumento de 96% em comparação ao ano passado, quando foram registrados 292 óbitos. Ainda conforme o levantamento, os casos graves da doença também passaram de 3.957, em 2012, para 6.566, este ano, ou seja, houve crescimento de 65%.

http://jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SAUDE,88556

E agora vejam estas informações:

Pakistan Claims CIA Used Dengue Fever as Bioweapon
http://www.infowars.com/pakistan-claims-cia-used-dengue-fever-as-bioweapon/

Mosquito Bioweapons: The History of Testing Inside the United States
Source
Brandon Turbeville
Activist Post

With the recent announcement by UK-based biotechnology firm Oxitec that the company would be releasing thousands of genetically modified mosquitoes in Southern Florida as early as January, 2012, ...
http://www.activistpost.com/2011/12/history-of-us-bioweapons-research-using.html

Indeed, as several CIA documents, as well as the findings of a 1975 Congressional committee reveal that 3 sites in Florida, Key West, Panama City, and Avon Park, as well as 2 other locations in central Florida, were used for experiments with mosquito borne dengue fever and other biological substances.

The experiments in Avon Park, about 170 miles from Miami, were covertly conducted in a low-income African American neighborhood that contained several newly constructed public housing projects.

CIA documents related to Project MK/NAOMI clearly indicate that the mosquitoes used in Avon Park were the Aedes aegypti type.

nterestingly, at the same time experiments were conducted in Florida there were at least two cases of dengue fever reported among civilian researchers at Fort Detrick in Maryland. Avon Park residents still living in the area say that the experiments resulted in “at least 6 or 7 deaths".

http://www.bibliotecapleyades.net/ciencia/ciencia_virus17.htm

To justify the reasoning that dengue is more than just a natural virus a look at declassified documents is the best option. Declassified documents in 1956 and 1958 reveal that the US army let loose swarms of specially bred mosquitoes in Savannah, Georgia and Avon Park, Florida (Carver Village was exclusively Black populated) to check whether these insects could be used as a biological weapon. The residents suffered from fevers, bronchitis, typhoid, encephalitis, stillbirths and even death. The Aedes Aegypti type is a perfect carrier of dengue fever.

http://www.lankaweb.com/news/items/2012/06/13/dengue-mosquitoes-are-being-used-as-a-biological-weapon/

Anônimo disse...

Sugestão para pesquisa, tentando ligar os pontos: ao ler o artigo do blogueiro e os dois comentários acima, vale a pena pesquisar se o aumento dos casos de dengue no Brasil foram causados pela liberação de mosquitos transgênicos.

Sabendo-se que houve experimentos com a dengue como arma biológica e que o Bill Gates desenvolve pesquisas com mosquitos transgênicos, surge a suspeita se os mosquitos transgênicos liberados pela Dra. Margareth Capurro contêm algo mais do que um gene terminal, ou seja, que mata a próxima geração.

Cabe à nossa sociedade empenhar-se para descobrir o que está acontecendo, pois a Dra. Margareth Capurro revela-se uma pessoa ingênua e crente na honestidade da Oxitec e dos cientistas estrangeiros, confirmou esta postura em sua aula e em sua atitude de liberar mosquitos produzidos fora do seu controle, em um laboratório distante. Logo, da elite universitária, só podemos esperar cooperação cega com os grandes laboratórios estrangeiros. Portanto, cabe a nós pressionarmos nossos cientistas ingênuos e ou vendidos.

Anônimo disse...

Não sei se isto é evidência ou boato. Contudo, já está comprovado que a guerra biológica existe desde a Antiguidade, com fatos comprovados durante a II. Guerra, portanto não seria nenhuma surpresa se isto fosse verdade.

Surpresa mesmo é a inocência, ou seria conivência de nossos cientistas, como a Dra. Margareth Capurro ao liberar mosquitos no Brasil confiando plenamente na Oxitec. Felizmente, estas liberações foram suspensas e espero que a Dra. Margareth Capurro cresça, amadureça e passe a não acreditar mais em contos de papai noel contados pelo Bill Gates e outros globalistas. Afinal, se nazis e japoneses já faziam guerra biológica, o que esperar dos globalistas... tecnologias muito mais avançadas, é óbvio:

http://ultimasnoticiasnew.blogspot.com.br/2014/02/los-nazis-planeaban-ataques-con.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/DZVjm+%28ULTIMAS+NOTICIAS%29

Los nazis planeaban ataques con mosquitos infectados de malaria
Los nazis, hacia el final de la II Guerra Mundial, criaron mosquitos y buscaron fórmulas para aumentar su expectativa de vida con el propósito de utilizarlos como armas biológicas contra los aliados, a quienes pretendían contagiar de malaria.

Así lo sostiene el biólogo Klaus Reinhardt, de la Universidad de Tubinga, en un artículo que publica en su última edición la revista Endeavour.

Reinhard se basa en documentos sobre el campo de concentración de Dachau, cerca de Múnich, donde desde 1942 funcionaba un Instituto de Entomología que había ordenado crear el jefe de las SS, Heinrich Himmler.

En 1944, según Reinhardt, se hicieron investigaciones en ese instituto dirigidas a encontrar métodos para alargar la vida de mosquitos infectados de malaria de manera que estos pudieran ser llevados a los campos de batalla y utilizados como armas biológicas contra los aliados.

La idea de las investigaciones era encontrar el tipo de mosquito anófeles más resistente y más longevo para poderlo llevar a la guerra.

Reinhardt duda de que los mosquitos hubiesen sido realmente utilizados en los campos de batalla.

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