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Minority Report: China Desenvolve Tecnologia Pré-Crime

quinta-feira, 17 de março de 2016 |

A China está buscando desenvolver um software que recompila informação de possíveis ataques para evitar incidentes violentos, de forma semelhante ao que apresenta o filme Minority Report, protagonizado por Tom Cruise, embora, evidentemente, sem o uso de mutantes com habilidades precognitivas.


Segundo a agência Bloomberg, o Partido Comunista da nação chinesa contratou para esse fim um dos contratantes mais importantes em segurança, a China Eletronics Technology Group.

Sua missão, criar uma plataforma que armazene dados como trabalho, passatempos, hábitos de consumo entre outras coisas das pessoas, para assim, desenvolver um perfil de eventuais extremistas e evitar episódios contra a segurança do país.

"É muito importante examinar a causa após um ato de terrorismo", disse Wu Manqing, chefe dos engenheiros do contratante militar, após uma coletiva de imprensa em dezembro.

"Mas o que é mais importante é predizer as próximas atividades", acrescentou, segundo um recente relatório da Bloomberg.


Gus Hosein, diretor executivo da Privacy Internacional, não está convencido de que uma estratégia deste tipo vá ser eficaz.

"A prevenção da delinquência é um assunto complexo. Os políticos tentam fazer que seja mais fácil, dizendo 'se tivermos a ferramenta X...', então poderíamos impedir o crime. Os chineses estão caindo no mesmo estratagema", disse à BBC.

Como funcionará

Grande parte do projeto chinês é secreto, mas segundo Wu, o software será capaz de perfilar os suspeitos fazendo uma referência cruzada de informação sobre suas contas bancárias, passatempos, padrões de consumo e imagens de câmeras de segurança.


O programa se concentrará em comportamentos anormais, como por exemplo, quando um residente de um povo pobre, de repente, tenha muito dinheiro em sua conta bancária ou que alguém que não possui familiares fora do país, realize chamadas frequentes internacionais.

Na opinião de Wu, estes poderiam ser indicadores de que uma pessoa é um dissidente.

"Nós não a chamamos de uma grande plataforma de dados", disse, "mas sim, um meio de informação unida", explicou à Bloomberg.

E outro executivo da China Eletronics Technology Group, o qual pediu anonimato porque não está autorizado a falar publicamente, disse à agência que no começo o programa será executado em modo teste em uma área a noroeste do país, mas que em breve começará a expandir por toda a China.

Probabilidade de sucesso

Segundo especialistas, o programa já conta com várias vantagens para a coleta de dados.

"Será fácil para a China colocar em prática seus sistemas de prevenção do crime, já que o governo chinês já possui os dados. É importante destacar que a China não conta com as leis que restringem as autoridades", disse o diretor executivo da Privacy Internacional à BBC.


Sem ir muito longe, em 1º de janeiro deste ano, entraram em vigor novas leis que, por exemplo, oferecem permissão ao governo para revisar contas bancárias, interferir em redes de telecomunicações e na rede de câmaras de vigilância chamada Skynet.

Além disso, o projeto também se aproveita de uma vasta rede de informações vicinais assinadas pelo Partido Comunista para controlar tudo, desde violações de planejamento familiar até comportamento pouco ortodoxo, segundo Lokman Tsui, assistente de professor da Escola de Jornalismo e Comunicações da Universidade Chinesa de Hong Kong.

E na opinião de Tsui, se alguém possui a oportunidade de conseguir êxito com uma tecnologia estilo Big Brother, é a China.

Efetivamente, a falta de proteção de privacidade de dados significa que os rastreadores da China são mais práticos que os do Ocidente.

Mas isso não é o mais importante, segundo o chefe da Privacy Internacional.

"Este sistema permitirá reforçar as práticas existentes que são eficazes. Mas quando um sistema toma decisões baseadas em dados históricos, o sistema produz resultados tendenciosos, e os especialistas demonstraram que este tipo de sistema exacerba a discriminação", disse Hosein.

"E mais preocupante é como vão moldar o comportamento humano no futuro. Algumas pessoas podem tentar enganar o sistema para fazê-lo falhar. Outros podem achar mais fácil viver e comportar-se dentro das normas ditadas por estes sistemas", acrescentou.

"A justiça é complicada. A força aplicada por um computador, continua sendo apenas força". disse à BBC.

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Fontes:
- El Microlector: CHINA DESARROLLA UNA TECNOLOGÍA PRE-CRIMEN QUE RECUERDA A MINORITY REPORT
- BBC News: La tecnología con la que China quiere identificar criminales antes de que ataquen

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