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Século XXI: A Era da Fraude

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016 |

Desde os últimos anos do século XX, a fraude tem se instalado na política dos EUA com novas roupagens. Utilizando falsos pretextos, Washington desmantelou a Iugoslávia e a Sérvia com a finalidade de seguir os passos de uma agenda não declarada. No século XXI, esta fraude se multiplicou várias vezes.

O Afeganistão, Iraque, Somália e Líbia foram destruídos, e Irã e Síria também estariam seguindo o mesmo caminho se o presidente russo não tivesse impedido. Washington também está por trás da atual destruição do Iêmen, e Washington está financiando a destruição israelense da Palestina. Além disso, Washington interviu no Paquistão sem uma declaração de guerra, assassinando mulheres, crianças e idosos sob o pretexto da "luta contra o terrorismo". Os crimes de guerra de Washington rivalizam com as atrocidades cometidas por outros países ao longo da história.


Eu documentei este crimes em meus artigos e livros, publicados pela Clarity Press. Aquelas pessoas que todavia acreditavam na pureza das intenções de Washington em sua política exterior, são almas cândidas.

A Rússia e a China possuem atualmente uma aliança estratégica muito forte aos olhos de Washington. A Rússia e a China estão impedindo que Washington interfira em seus interesses nacionais e coloque em perigo sua segurança. Os países que têm importância para a Rússia e China estarão protegidos por essa aliança. À medida que o mundo se desperta e vê os males que o Ocidente representa, mais países buscarão a proteção da Rússia e da China.

Os EUA também estão falando sobre a frente econômica. Em meus artigos e em meu livro The Failure of Laissez Faire Capitalism, escrito em inglês e traduzido para o chinês, coreano, checo e alemão, demonstrou como Washington foi deixado de fora, com um efeito positivo na gestão a curto prazo, enquanto que os acionistas de Wall Street esvaziaram a economia americana, desviando os empregos da indústria, os avanços tecnológicos, assim como a competência profissional para a China, Índia e outros países, deixando os EUA como uma economia tão desmembrada que a renda familiar tem diminuído nos últimos anos. Hoje em dia, 50% dos jovens em torno dos 25 anos de idade vivem com seus pais ou avós, porque não podem encontrar um emprego que possa garantir-lhes uma dependência econômica. Este fato é ocultado pelos meios de comunicação, que falam sobre histórias imaginárias de recuperação econômica dos EUA.

Os fatos de nossa existência são tão diferentes do que é relatado que me surpreendem. Como o ex professor de economia, editor do The Wall Street Journal e secretário adjunto do tesouro para a política econômica, me surpreende a corrupção que reina no setor financeiro, tesouro, agências de regulação financeira e na Reserva Federal. Em outros tempos, os processos e as sentenças teriam levado à prisão os banqueiros e os altos funcionários do governo.

Nos Estados Unidos não há mercados financeiros livres. Todos os mercados são manipulados pela Reserva Federal e pelo Tesouro. Os organismos reguladores, controlados por esses outros organismos, fecham os olhos e, inclusive, se não o fazem, se veem capazes de fazer cumprir as leis, porque os interesses são mais poderosos que as leis.

Inclusive os organismos que elaboram as estatísticas para o governo estão corrompidos. As médias de inflação são inventadas com a finalidade de minimizar a inflação. Esta mentira não apenas poupa Washington de pagar as pensões de acordo com o aumento do custo de vida, mas como subtrai dinheiro que será aplicado em mais guerras; do mesmo modo, subestimando a inflação, o governo pode fingir um aumento real do PIB, contando a inflação como um crescimento real, do mesmo modo que o governo dá uma taxa de desemprego de 5%, não contando os trabalhadores já desanimados que não buscam mais empregos, uma vez que se dão por vencidos. A taxa oficial de desemprego é de 5%, mas ninguém encontra trabalho. Como pode ser a taxa de desemprego de 5% quando a metade dos jovens em torno dos 25 anos de idade estão vivendo com seus parentes porque não podem permitir-se uma existência independente? Como John Williams afirma, se incluir aqueles americanos que deixaram de buscar trabalho porque não há emprego, a taxa seria de 23%.

A Reserva Federal, uma ferramenta de uma pequeno número de bancos, conseguiu criar a ilusão que haveria uma recuperação econômica em junho 2009, imprimindo trilhões de dólares que não foram parar na economia, mas nos preços das ações financeiras. Um mercado de ações mantido artificialmente é a prova que alguns meios financeiros prostituídos acreditam na ilusão de uma economia no auge.

Um pequeno número de pessoas que sabem disto, e trata-se somente de um pequeno número, afirmam que não houve tal recuperação desde a recessão anterior, a qual, todavia, se mantém viva. John Williams disse que a produção industrial americana, quando devidamente ajustada pela inflação, nunca recuperou seus níveis em 2008, e muito menos no pico do ano 2000, e de novo caiu.

O consumidor americano está consumido, oprimido pelas dívidas e com rendas que não aumentam. A política econômica dos EUA se concentra no desenvolvimento de um punhado de bancos de Nova York, não no desenvolvimento do conjunto da economia americana.

Os economistas e outros cúmplices de Wall Street não falarão da queda da produção industrial dos EUA, que se tornou em uma economia de serviços. Os economistas dirão, em todo caso, que se trata de serviços de alta tecnologia de acordo com uma nova economia, mas na realidade se trata de garçonetes, vendedores temporários, e serviços ambulatoriais, consideravelmente mais econômicos, colapsando a demanda agregada efetiva nos EUA. Às vezes, os economistas neoliberais talvez reconheçam que há problemas, mas os atribuirão à China.

Não está claro que a economia americana possa se reerguer. Para reativar a economia americana seria necessário regularizar o sistema financeiro, e uma recuperação dos postos de trabalho e do PIB dos Estados Unidos, do que a deslocalização dada aos países terceiros. Seria preciso, como Michael Hudson afirmou em seu novo livro Killing the Host, uma revolução na política fiscal que impeça que o setor financeiro caia com os excedentes econômicos e a capitalização da dívida mediante o pagamento de interesses do setor financeiro.

O governo dos EUA, controlado pelos interesses econômicos corruptos, nunca permitirá que se intervenha com políticas que incidam sobre todo aquele que possa prejudicar os que têm poder de decisão em tais políticas e nos resultados de Wall Street. Hoje em dia, o capitalismo faz dinheiro mediante a venda da economia americana e das pessoas que dependem dela.

Neste EUA "livre e democrático", o governo e a economia servem a interesse muito distantes do que os interesses dos americanos. Esta traição está oculta por um enorme dossiê de propaganda fornecido por economistas de livre mercado e mentiras dos meios financeiros que se prostituem para sobreviver.

Quando os EUA falir, também ocorrerá com os estados vassalos de Washington, Europa, Canadá, Austrália e Japão. A menos que Washington destrua o mundo mediante uma guerra nuclear, o mundo será refeito, e este Ocidente corrupto e dissoluto será parte do novo mundo.

 Paul Craig Roberts

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Fontes:
- Periodismo Alternativo: El siglo XXI: la era del fraude
- Paul Craig Roberts: The 21st Century: An Era Of Fraud — Paul Craig Roberts

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