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Manipulação: As Verdades Obscuras do Filme "Sniper Americano"

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 |

Este artigo escrito do site "Activist Post" sobre o filme Sniper Americano representa um retrato demolidor e muito inquietante da sociedade norte-americana atual e do nível de lavagem cerebral que essa sociedade está submetida.

Nele se analisa a figura de Chris Kyle, o protagonista do filme "Sniper Americano" (American Sniper), dirigido por Clint Eastwood e uma das grandes produções da temporada nos EUA.

O filme é a adaptação cinematográfica da autobiografia do Seal Chris Kyle, o qual ostenta o recorde de mortes como francoatirador do exército americano e que foi utilizado como meio de propaganda para fomentar o militarismo nos EUA.

O filme nos vende Kyle como um herói que "com sua precisão milimétrica salva incontáveis vidas no campo de batalha" durante a ocupação do Iraque por parte dos EUA, enquanto se preocupa com o bem estar de sua própria família a milhares de quilômetros de distância.

Mas a verdade, tal e como nos mostra o artigo, é muito mais obscura...

Leia o artigo de Brandon Turbeville no Activist Post:

O recente lançamento do filme Sniper Americano (American Sniper), tem fomentado a divisão dentro da população americana. Enquanto que aqueles que veem Chris Kyle como a reencarnação de George Washington entoam louvores a Kyle e sobre o filme, outros chegaram a uma conclusão oposta.

Certamente a oligarquia americana através de seus meios de propaganda convencional tem desenhado claramente suas fronteiras: se você gosta de Chris Kyle e do filme, então apoia as tropas, ama o seu país e se opõe ao terrorismo. Se em vez disso, você não vê Kyle como um herói, então você está do lado dos comunistas, socialistas e simpatizantes dos terroristas e certamente odeia as tropas de seu próprio exército.

Mas a verdade é que Chris Kyle não é um herói. Chris Kyle era um assassino. E também um especulador de guerra e um mentiroso.

Basta olhar o passado de Kyle e rever as suas próprias palavras.

Chris Kyle

Um filme para um assassino

Em seu livro autobiográfico, American Sniper, Kyle se referiu em várias ocasiões às pessoas cujas terras invadiu e a cujas famílias ajudou a matar como "selvagens", lamentando que fora incapaz de matar mais deles.

Kyle escreveu,

As pessoas me perguntam o tempo todo: "Quantas pessoas matou?" Minha resposta padrão é "A resposta me torna mais ou menos homem?"

O número não é importante para mim. Quem dera tivesse matado mais. Não para exigir direitos, mas sim porque creio que o mundo é um lugar melhor sem selvagens soltos que matam americanos. Todo mundo que atirei no Iraque estava tentando prejudicar os americanos ou a iraquianos leais ao novo governo.

Eu tinha um trabalho a fazer como Seal. Matar o inimigo, um inimigo que vinha dia  após dia conspirando para matar os meus compatriotas americanos. Estou obcecado pelos êxitos do inimigo. Eram poucos, mas nenhuma vida americana pode ser perdida.


Kyle estava orgulhoso da quantidade de "selvagens" que matou. Não apenas não lamentou, mas sim se encantou em fazê-lo, tal como ele mesmo se expressou:

Há outra pergunta que muitas pessoas me fazem: "Você ficou incomodado em ter que matar tantas pessoas no Iraque?"

Eu lhes digo: "Não".

E eu estou falando sério. A primeira vez que você atira em alguém, você se sente nervoso. Você se pergunta: Eu realmente poderia atirar nesse cara? Está certo o que eu fiz? Mas depois de matar um inimigo, você vê que está certo. Você diz: Certo!

Então você faz de novo outra vez. E outra vez. Você o faz para que o inimigo não possa matar os seus compatriotas. Você o faz até que não tenha ninguém para matar.

Isso é o que é a guerra.

Eu amava o que fazia. E continuo fazendo. Se as circunstâncias tivessem sido diferentes, se minha família tivesse precisado, teria voltado para casa num instante. Não estou mentindo ou exagerando ao dizer que foi divertido. Passei os melhores momentos da minha vida sendo um Seal.


Kyle parecia gostar de torturar o povo iraquiano, ostentando o seu número de mortes e passando um bom tempo perseguindo-os com hummers controlados por controle remoto enquanto gritavam, provavelmente pensando que era algum tipo de arma dirigida contra eles.

Quando voltou aos EUA, Kyle também se gabou de sua capacidade de perfurar o corpo de vacas de forma tão dura, que duas vezes quebrou a mão. Note-se que desfrutar em ferir animais, certamente, é um indicador de psicopatia.

Após sua passagem pelo exército americano, Kyle se mudou para campos mais lucrativos, em particular para o círculo privado do negócio da guerra.


Se tornou o presidente da Craft International, um empresa tática militar que trabalhou tanto com o exército americano como com as polícia e isso permitiu a Kyle continuar se beneficiando do massacre de inocentes no exterior e do aumento do estado policial repressivo dentro dos EUA.

Uma manobra de propaganda



Mas o negócio da guerra não era suficiente e Kyle decidiu se tornar um propagandista.


Kyle afirmou publicamente que havia brigado em um bar com Jesse Ventura.

Leia também: [VÍDEO] Programa Teoria da Conspiração com Jesse Ventura: Campos de Concentração da FEMA

Para quem não sabe, Jesse Ventura é uma figura conhecida nos EUA. Foi governador de Minessota, lutador de luta livre, veterano da marinha, ator que participou de filmes como o Predador ou O Demolidor e antes de tudo, um dos rostos mais conhecidos do mundo das teorias da conspiração e um fervoroso crítico da guerra do Iraque.

Kyle insinuou que Ventura, crítico anti belicista, estava feliz pela morte de Seals e que enojado com isso, lhe de um murro na cara ao encontrá-lo em um bar.

Chris Kyle / Jesse Ventura

Foi uma manobra de propaganda efetiva: Ventura, como dissemos, havia se mostrado como um forte crítico da guerra do Iraque, foi visto perante a opinião pública como um criminoso cruel que se regozijava da morte e soldados americanos, algo que serviu, não apenas para denegrir a imagem de Ventura, mas a de todos os críticos da guerra do Iraque.

Posteriormente, Ventura processou Kyle, mas Kyle foi assassinado antes do caso ser resolvido nos tribunais.

Isso serviu então para mostrar Ventura como um mal patriota sem coração, que odiava as tropas e que processava a viúva de um pobre soldado.


O dano para a imagem de ventura foi muito grande, apesar de Ventura ganhar o caso e um tribunal federal lhe conceder 1,8 milhões de dólares de indenização.

Agora, com o lançamento do filme Sniper Americano, Kyle está sendo retratado, não apenas como uma vítima de Ventura, mas sim como um verdadeiro herói que exalava honra em todos os seus atos, já que todos eles estavam exclusivamente projetados para proteger aos americanos e as vidas de seus "irmãos".

Mas como vimos, a imagem que é oferecida de Kyle nos meios de comunicação dos EUA não apenas está errada, mas sim perfeitamente vergonhosa.

Kyle era sedento por sangue. Era um assassino. E estava orgulhoso de suas ações criminosas.

Bradley Cooper interpreta Chris Kyle em “American Sniper”

Agora após o lançamento do filme de Esatwood, Kyle se tornou no símbolo do "apoio as tropas".

Ver um assassino glorificado pelos meios de comunicação não é nada novo. O que é verdadeiramente repugnante, no entanto, é a reação social perante aos que se atrevem a criticar a este "novo Cristo do assassinato".

Muitos americanos foram vítimas da cultura do militarismo e da propaganda a favor da guerra, até o ponto que American Sniper se tornou em algo parecido ao que representou na época o filme de Mel Gibson "A Paixão de Cristo" para os cristãos.

Segundo relatado em alguns meios de comunicação, houveram cinemas em que os espectadores, tão entretidos com o culto do militarismo e tão carentes da capacidade para distinguir a realidade da ficção, ficaram em pé e ovacionariam o personagem de Kyle quando ele matava o "cara mau" no filme.

Para quase a metade da população dos EUA, a guerra é a resposta. A pergunta não importa. Como escreveu Paul Craig Roberts, "Nos EUA, o patriotismo e o militarismo se tornaram sinônimos".

E pelo visto, a tortura também lhes parece certa. De fato, aos olhos da geração de Hollywood, a capacidade para torturar é uma característica marcante do que é ser um "verdadeiro homem". Qualquer sugestão contrária nada mais é que simpatizar com os terroristas e odiar as tropas de seu próprio país.

Como se isso não bastasse, na sociedade norte-americana, se instalou a ideia de que você não tem direito nenhum de criticar ou se opor a Chris Kyle, a não ser que tenha servido no exército e participado de combates.

Por acaso há necessidade de ir para uma guerra para saber que atirar contra crianças e avós está errado?

A verdade é que as guerras sempre são iniciadas por pessoas que não se veem obrigadas a lutar nelas. Se elas fossem, então nunca haveriam guerras.

No entanto, também é certo que as pessoas que iniciam as guerras não disparam balas, nem bombardeiam povos. São necessários homens que vistam uniformes para fazê-la e que matem pessoas que têm muito mais em comum com eles do que o homens engravatados que os enviam para lutar.

Como disse um vez o general Smedley Darlington Butler:


"Servi em todas as categorias, desde segundo tenente a general de divisão. E durante esse tempo, passei a maior parte do meu tempo exercendo de homem musculoso para as altas classes do Big Bussiness, Wall Street e para os banqueiros. Em resumo, eu não era um valentão e um mafioso do capitalismo."

Muitos soldados começaram a falar sobre as trágicas consequências da estupidez flagrante da população americana e da traição de seus "líderes", tanto sobre as populações vítimas de suas políticas criminosas, como sobre os próprios soldados americanos.

Estes homens e mulheres são os verdadeiros heróis. De fato, eles são heróis duas vezes: a primeira por colocar as suas vidas em perigo por algo que acreditavam e a segunda por se darem conta do que faziam era mal, que sua causa era errada e por tentar evitar que os crimes continuem ou que voltem a acontecer.

Estes são os verdadeiros heróis e não o assassino Chris Kyle.

As prioridades dos Estados Unidos estão totalmente distorcidas.

Anos de propaganda de Hollywood e de dominação oligárquica tem conseguido que certas coisas não sejam discutidas, que as pessoas estejam separadas um das outras e que qualquer sinal de diálogo sejam bloqueados.

Os Estados Unidos tem sido utilizado como o valentão da oligarquia mundial e para que continue sendo, essa oligarquia precisa promover o militarismo exacerbado entre a população americana.

Sempre tem sido igual com todos os impérios...

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Fontes:
- El Robot Pescador: ASÍ SE MANIPULA A UNA POBLACIÓN: LAS OSCURAS VERDADES QUE OCULTA LA PELÍCULA “EL FRANCOTIRADOR” (AMERICAN SNIPER)
-  Activist Post: 'American Sniper': Lies and Propaganda to Divide a Nation

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