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[ESTUDO] Toxina Cry1Ac de Transgênicos Está Presente no Sangue Humano, Contrariando os Apologistas

quinta-feira, 9 de junho de 2011 |
Até agora, os cientistas e multinacionais que promovem os cultivos de transgênicos têm afirmado que a toxina Bt não representa qualquer perigo para a saúde humana, pois estas proteínas seriam quebradas no intestino humano. Mas a presença desta toxina no sangue humano demostra que isso não é a realidade.

Comer milho, soja e batata transgênicos é perfeitamente seguro, desde que você não se importe em ter uma perigosa toxina correndo em sua corrente sanguínea. E na corrente sanguínea dos feto também. Assim diz um estudo peer-review canadense, relata a revista semanal India Today. Leia abaixo a matéria na íntegra:

Surgem novas dúvidas sobre a segurança das culturas geneticamente modificadas (transgênicos), quando pela primeira vez um estudo reporta a presença da toxina Bt, amplamente utilizada em culturas transgênicas, no sangue humano.

Os cultivos geneticamente modificados incluem genes extraídos de bactérias para torná-los resistentes ao ataque de pragas.

Estes genes tornam os cultivos tóxicos a pragas, mas seus defensores alegam que eles não representam qualquer perigo para o ambiente e a saúde humana. A berinjela geneticamente modificada, cuja liberação comercial foi suspensa há um ano, tem uma toxina derivada de uma bactéria do solo chamada Bacillus thuringiensis (Bt).

Até agora, cientistas e multinacionais que promovem o cultivos de transgênicos têm mantido que a toxina Bt não representa qualquer perigo para a saúde humana, pois estas são quebradas no intestino humano. Mas a presença desta toxina no sangue humano mostra que isso não é a realidade.

Cientistas da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, detectaram a proteína inseticida Cry1Ab circulando no sangue de mulheres grávidas, bem como de mulheres não-grávidas.

Eles também detectaram a toxina no sangue fetal, o que significa que ela poderia passar para a próxima geração. O trabalho de pesquisa peer-reviewed (revisado por pares) foi aceito para publicação na revista científica "Toxicologia Reprodutiva" (Reproductive Toxicology). Fizeram parte do estudo 30 mulheres grávidas, 39 mulheres que tinham vindo para fazer Laqueadura no Centro Hospitaliar da Universidade de Sherbrooke (CHUS), em Quebec.

Nenhum deles trabalhavam com pesticidas ou viviam com um cônjuge que trabalha em contato com pesticidas.

Elas todas estavam consumindo uma típica dieta canadense, o que incluía alimentos transgênicos, como soja, milho e batatas. Amostras de sangue foram tomadas antes do parto para gestantes e na laqueadura para as mulheres não-grávidas. Amostragem do sangue do cordão umbilical foi feito após o nascimento.

A toxina Cry1Ab foi detectada em 93 por cento e 80 por cento das amostras de sangue materno e fetal, respectivamente, e em 69 por cento das amostras de sangue examinadas de mulheres não-grávidas. Estudos anteriores haviam encontrado vestígios da toxina Cry1Ab no conteúdo gastrointestinal de animais alimentados com milho transgênico. Isso deu origem a temores de que as toxinas podem não ser efectivamente eliminada em seres humanos e poderia haver um alto risco de exposição através do consumo de carne contaminada.

"Os dados gerados irão ajudar as agências reguladoras responsáveis pela proteção da saúde humana para que possam tomar melhores decisões", observaram os pesquisadores Aziz Aris e Samuel Leblanc.

Dada a potencial toxicidade destes poluentes ambientais e a fragilidade do feto, mais estudos são necessários, particularmente aqueles que utilizam a abordagem da transferência placentária". Eles acrescentaram que especialistas vêm alertando para as graves implicações para a Índia. O óleo de algodão é feito a partir de sementes de algodão geneticamente modificado e desta forma a toxina Bt pode já ter entrado na cadeia alimentar na Índia.

"Reguladores indianos deve ser imediatamente chamadas para execução de estudos toxicológicos para saber a extensão da contaminação do sangue humano com toxinas Bt provenientes de óleo de algodão, e também verificar os impactos na saúde a longo prazo", disse Devinder Sharma, um ativista anti-transgênicos.

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Em outros estudos (ver fontes abaixo), mostram que a proteína Cry1Ac pode funcionar como adjuvante (também utilizado nas vacinas para aumentar a resposta imunológica)
, podendo desbalancear o sistema imunológico. Além disto, cientistas da Universidade de Deli na Índia descobriram que esta proteína pode causar defeitos de desenvolvimento, retardo de crescimento e de esterilidade em plantas.Um outro estudo publicado ano passado, mostrava como a soja transgênica levaria a problemas no crescimento e reprodução em seres humanos.


Fontes:
India Today: Toxin from GM crops found in human blood: Study
[Estudo] Maternal and fetal exposure to pesticides associated to genetically modified foods in Eastern Townships of Quebec, Canada.
India Hoje: Beringela Transgênica Pode Danificar Fígado
[Estudo] Intragastric and intraperitoneal administration of Cry1Ac protoxin from Bacillus thuringiensis induces systemic and mucosal antibody responses in mice
[Estudo] Bacillus thuringiensis Cry1Ac protoxin is a potent systemic and mucosal adjuvant.
Indian Telegraph: Gene alarm on GM crops

3 comentários:

Flavio Muniz disse...

Toda essa situação é brutal. No Mato Grosso eles descobriram agrotoxicos que foram proibidos há mais de 20 anos estção presentes no leite materno das mulheres. Ou seja, o bebe ja nasce tomando agrotoxico!! situação real!

Schopenhauer devia ter razão...

Paulo disse...

Na verdade a pesquisa publicada não confirma nada porque está cheia de erros metodológicos. Cito apenas alguns, mas espero que os leitores deste site baixem o artigo e leiam com atenção, antes de acreditarem na manchete.
a) os autores empregaram um ensaio de detecção ELISA comercial desenvolvido para plantas e procuram detectar a presença de proteína Cry no soro de mulheres do Canadá. Esta metodologia é profundamente equivocada e não foi validade de forma alguma.
b) os níveis detectados estão todos no limite inferior de detecção do teste, ainda que ele tivesse sido validado, sugerindo que o que se mediu foi apenas uma reação cruzada.
c) não foram feitos controles negativos (isto é, testes com soros de mulheres de países ou lugares onde não se consome a proteína nem se cultiva qualquer planta transgênica expressando a proteína Cry
Há muitos outros erros graves metodológicos. O artigo é, na verdade, mais um exemplo de má ciência publicado em boa revista. Lamentável.
Mas mais lamentável é assumir que isso seja uma demonstração de uma hipótese amplamente descartada e meter o pau em toda a literatura (centenas de artigos) que mostra o contrário. Lembro aos leitores que a ciência é feita de maioria e as vozes discordantes estão erradas até prova em contrário, e não o oposto.
Boa (e crítica) leitura do texto original a todos que se interessarem pelo assunto.

Emerson disse...

Paulo

As pesquisas mostrando as atrocidades dos transgênicos serão sempre rotuladas pelos seus defensores como tendo erros metodológicos.

E estas centenas de artigos, criados por pessoas na folha de pagamento das indústrias de alimentos ou por escritores fantasmas, não teriam nenhum erro metodológico?

Mesmo que os níveis sejam tidos como seguros, isto contrária a afirmação dos defensores dos transgênciso de que a proteína seria totalmente expelida pelo corpo.

Quanto a voz da maioria, ou o consenso, ele é sempre manipulado, pois as vozes dissidentes serão sempre caladas e perseguidas.

Obrigado por participar

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