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[Marketing do Chip] BH Testa Chip que Faz Mão Virar um Controle Remoto Universal

quinta-feira, 14 de novembro de 2013 |

Mesmo depois de vários estudos mostrarem que chips implantáveis estavam ligados ao aparecimento de tumores em animais, mesmo assim a FDA autorizou o uso de chips em humanos em 2004. Alguns anos depois a emergente VeriChip descontinuou o desenvolvimento deste tipo de chip, o que não impediu que alguns "entusiastas" amadores prosseguissem com seus testes de implantação de chips em humanos. A notícia abaixo é sobre um destes entusiastas,  Amal Graafstra. Faltou a notícia citar os diversos estudos que mostram a ligação entre os chips implantáveis e o câncer. Veja no fim deste post a tradução de um trecho do artigo do Washington Times sobre os estudos ligando o chip implantável a tumores. Seria interessante saber quem financia Amal Graafstra. Deixando a nosso senso conspiratório voar um pouco, após o fracasso de uma grande empresa (VeriChip/PositiveID) em convencer o grande público a usar o chip, não seria mais fácil convencimento através de iniciativas, menores e aparentemente menos capitalistas?


O Tempo: BH testa chip que faz mão virar um controle remoto universal

Imagine um futuro sem chaves, senhas, códigos de barras e, ainda assim, com privacidade e segurança. Essa evolução já está bem perto de virar realidade. Dentro de três semanas, chega a Belo Horizonte a novidade que irá substituir todos esses instrumentos: um chip implantado debaixo da pele, com funções múltiplas. A venda está prevista para começar em fevereiro de 2014.

O dispositivo, que mede cerca de 2 mm – aproximadamente o tamanho de um grão de arroz –, foi desenvolvido pelo norte-americano Amal Graafstra, que queria acessar seu escritório com mais facilidade. Desde 2005, ele possui um chip em cada mão.

Nesse caso, o local escolhido para o implante foi entre a membrana do polegar e o dedo indicador, por ser uma região de fácil acesso, uma vez que o chip funciona por radiofrequência compatível com Near Field Communication (NFC). Essa tecnologia permite comunicação em curta distância entre dispositivos, sem a utilização de fios e configurações adicionais, apenas aproximando a mão ao leitor do chip.

Dessa forma, o dispositivo permite a interação humana com diversos sistemas no dia a dia, como destrancar portas, acessar telefones, fazer login em computadores e ligar veículos. Além disso, ele facilita o compartilhamento de contatos, vídeos do YouTube, páginas do Facebook e outras funções nas redes sociais.

Auxílio. Por exigir poucos movimentos para atender as necessidades do usuário, o chip poderá beneficiar pessoas com deficiência. “O biochip também poderá ser usado com outras finalidades como pagamentos de contas, ou qualquer outra situação na qual pessoas, animais ou plantas precisem ser identificados”, afirma Ewerson Guimarães, um dos fundadores da Área 31 Hackerspace, laboratório comunitário localizado em Belo Horizonte, aberto e colaborativo, que possibilitou a vinda dos primeiros biochips ao país.

Graças a uma parceria, pesquisadores da Área 31 Hackerspace irão realizar testes de utilização do biochip também para a automação residencial (controle da iluminação da casa, por exemplo), credenciamento e monitoramento.

Várias pessoas já manifestaram interesse em testar a novidade e se tornarem “cyborgs” – abreviação de “cybernetic organism”, organismo cibernético, em português –, ou seja, um humano ou animal com partes orgânicas e eletrônicas, diz Guimarães.

Por ser revestido com um vidro biocompatível bastante resistente, não possuir bateria e ter pouca quantidade de liga metálica, o dispositivo não precisa ser trocado ou passar por manutenção, afirma o cientista.

Na capital mineira, um dos focos da pesquisa será aumentar a capacidade de armazenagem de dados que hoje é de até 144 bytes por chip. “Um dos nossos desafios é aumentar a quantidade de dados que podem ser armazenados, sem alterar fisicamente o biochip, desafio esse que já está bem adiantado”, conta.

Saiba mais sobre a pesquisa em: area31.net.br.

Procedimento



Pele. O implante do chip deve ser feito apenas sob orientação. O processo dura de 5 a 10 segundos e é como colocar um piercing. A cicatrização pode levar até quatro semanas. Um médico pode removê-lo, se necessário.

Entrevista:

Como surgiu a ideia do chip implantável e qual era seu objetivo? 

Em suma, eu queria ter fácil acesso à porta do meu escritório. A identificação por radiofrequência foi a melhor escolha, mas eu não queria carregar um cartão, e implantar (um chip) fez mais sentido.

Como surgiu essa parceria com os pesquisadores brasileiros? 

Eu conheci a Área 31 Hackerspace quando entrei em contato para informá-los sobre a campanha (de divulgação do biochip). Eles realmente entenderam o potencial dessa tecnologia e manifestaram um sério interesse. Estamos discutindo outros possíveis usos que incluem a criptografia e métodos de compressão de dados com muito entusiasmo.

Existe alguma contraindicação para a implantação do chip?

As contraindicações seriam a idade – somente adultos devem implantar – e a saúde física. Pessoas que estão doentes não devem receber um biochip por implante, que pode aumentar os riscos de infecção.

Em quais países essa tecnologia já está disponível? 

Existem outras tecnologias de identificação por radiofrequência, mas o biochip vai ser o primeiro dispositivo implantável totalmente compatível com Near Field Communication (NFC) no mundo.

Cerca de 3.000 pessoas no mundo já têm algum tipo de chip implantado. Em breve haverá muitos mais. (LM)

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Washington Post: Chips Implantáveis Ligados a Tumores em Animais

Quando a FDA (Food and Drug Administration) aprovou o implante de microchips em seres humanos, o fabricante disse que salvaria vidas, permitindo aos médicos escanearem os pequenos chips para acessar prontuários dos pacientes quase que instantaneamente. O FDA encontrou "garantia razoável" de que o dispositivo era seguro, e uma sub-agência até mesmo chamou-o de uma das tecnologias mais inovadoras de 2005.

Mas nem a empresa nem os reguladores mencionaram publicamente o seguinte: uma série de estudos veterinários e toxicológicos, de meados dos anos 1990, afirmaram que os implantes de chips tinham "induzido" tumores malignos em alguns camundongos e ratos de laboratório.

"Os chips foram a causa dos tumores", disse Keith Johnson, patologista toxicológico aposentado, explicando em uma entrevista por telefone as conclusões de um estudo realizado em 1996 que liderou na Dow Chemical Co., em Midland, Michigan, EUA.

Os principais especialistas em câncer revisaram a pesquisa para a Associated Press e enquanto advertiram que os resultados dos testes com animais não se aplicam necessariamente aos seres humanos, disseram que as descobertas os deixou perturbados . Alguns disseram que não iriam permitir que os membros da família recebessem os implantes, e instaram mais pesquisas antes que os chips revestidos de vidro sejam amplamente implantados em pessoas.

Por Jahaisa e Admin

Fontes:
- O Tempo: BH Testa Chip que faz Mão Virar um Controle Remoto Universal
- Fórum Anti Nova Ordem Mundial
- [ESTUDO] Social-Technical Issues Facing the Humancentric RFID Implantee Sub-culturethrough the Eyes of Amal Graafstra
- Washington Post: Chip Implants Linked to Animal Tumors

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